Este post também está disponível em: enEnglish

A malária é uma das doenças que mais mata no mundo. A contração acontece através da picada de um mosquito, presente principalmente nos países tropicais. Nós viajamos por muitas zonas com alto índice de infestação de malária e essa era uma das nossas maiores preocupações: será que devo tomar a pílula anti-malária?

Lembramos que não somos médicos, e é importante consultar um especialista antes de tomar qualquer decisão 😉 . Malária mata e é assunto sério!

O que descobrimos sobre a pílula anti-malária

Depois de ler bastante na internet, acompanhar discussões de fóruns para viajantes e consultar médicos e farmacêuticos sobre o assunto, descobrimos que não há um consenso sobre a necessidade da pílula anti-malária.

Ninguém tem certeza se o remédio é realmente a melhor maneira de se prevenir e ainda existe o risco de sérios efeitos colaterais que as pílulas anti-malária podem causar, que vão desde depressão, pesadelo, insônia a dor no estômago. Pra vocês terem uma noção, conhecemos um neozelandes que perdeu a audição do ouvido direito depois de fazer uso de uma das profilaxias recomendadas.

pílula anti-malária

Áreas afetadas pela Malária

As pílulas anti-malária X a nossa viagem de volta ao mundo

Enfim, mesmo sem ter certeza de nada, antes de começarmos a viagem, quando ainda morávamos em Londres, optamos por comprar o Malarone, que é considerado um dos melhores remédios. Mas foi só chegar no Quênia para enxergarmos uma outra realidade. A África tem tantos casos de malária que eles parecem estar mais preparados do que os países europeus para lidar com a doença.

Tínhamos um amigo médico queniano que nos contou que nosso medicamento era na verdade obsoleto e que mesmo tomando as pílulas, não estaríamos livres da malária, já que as pílulas anti-malária serviam somente contra alguns tipos da doença.

Quer mais dicas de como se manter saudável enquanto viaja? Não deixe de ler nosso texto Cuidados com a saúde antes de viajar: quais remédios, vacinas e seguros ter com você

O que fazer?

pílula anti-malária

Imagem tirada do site do Canadian Unicef Committee

O que nos foi aconselhado diversas vezes por amigos africanos é que nos protegêssemos com repelente e pronto. E foi isso que fizemos no final das contas: usamos muito repelente e não tomamos as pílulas nenhuma vez.

Uma recomendação legal para quem estiver visitando uma área de risco, independente de optar pelos remédios ou não, é comprar dois kits que podem ser encontrados em farmácias locais. Um deles é um teste que você faz em si mesmo e que dá o resultado sobre a possível contração da doença imediatamente. O outro kit é um coquetel de remédios para ajudar a combater a malária, caso descubra que contraiu e estiver longe de atendimento médico.

Seja lá a maneira que você escolher para se proteger, fique esperto, pois a malária não é brincadeira e o fato de os sintomas serem muito parecidos com os de uma forte gripe (dor e febre), pode atrasar o diagnóstico. Qualquer pessoa com esses sintomas deve procurar um hospital, mesmo que já tenha voltado das férias, pois algumas vezes os sinais só aparecem dias depois da picada do mosquito.

  • Atualização: um amigo médico nos indicou ESTE SITE para mais informações sobre o risco de malária e a profilaxia mais recomendada em diferentes países (conteúdo todo em inglês).