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Volta e meia aparece alguém na minha vida que busca mais informações sobre como ir à Melhor Coréia. Fico muito feliz que tem mais gente pilhada em viajar pra algum lugar mais exótico que Miami na black friday mas já cansei do copy-paste do mesmo email sério.

Dá pra fazer algo muito mais esquizofrênico, estranho e explicativo.

Vou me entrevistar.

Não é a primeira vez, lá por 2013 o G1 fez uma reportagem sobre os brasileiros que visitaram a Coréia do Norte. Lembro que estava no bar quando a jornalista me ligou, mas o resultado foi muito mais convencional do que meu estado etílico prometia.

Essas são as perguntas mais comuns que me fizeram. E algumas que eu me faria.

– Como faz pra viajar para a Coreia do Norte?

Geralmente, de avião. Mas falando um pouco mais sério, só dá pra entrar lá por alguma agência de viagens autorizada pelo governo. Eu fui pela Koryo, que é a mais antiga e tinha as melhores referências. Existem outras mas não posso falar sobre porque, obviamente, não foi por elas que fui.

Como viajar para a Coreia do Norte

Visão em primeira pessoa de uma avião norte-coreano

– Ok, mas explica melhor.

Existem diversos jeitos de entrar, mas os mais comuns saem de Pequim. Até porque a agência de viagem provavelmente será lá e ainda tem que pegar o visto presencialmente.

O primeiro é de avião, pela Air China, obviamente chinesa, ou pela Air Koryo, norte-coreana e considerada a pior companhia aerea do mundo.

Aliás, achei a Air Koryo melhor que a TAM.

Até porque esbarrar na cadeira com o mindinho do pé é mais agradável do que viajar com a TAM.

Mas isso é outra história.

A segunda é de trem, saindo de Pequim e indo por Dandong, ainda na China, onde cruza a fronteira.

Eu fui de avião e não me arrependi. Mas da próxima vez iria de trem só pela aventura. E só se tivesse alguém me acompanhando na viagem, porque não pilharia uma demência dessas sozinho. Até eu tenho meus limites.

Agora tem gente que consegue fazer uns rolês bem mais alternativos. Tem um alemão que conseguiu entrar com o próprio carro, uns neo-zelandeses que foram de moto e uns austríacos que entraram de trem pela Rússia. Mas essas são exceções e aposto que eles tiveram bastante trabalho pra fazer isso. Vai do teu apetite por aventura e burocracia.

– E entrar na Coreia do Norte pela Coreia do Sul?

Boa sorte. A não ser que tu seja um chefe de estado ou tenha instintos suicidas.

– Como assim?

É a fronteira mais militarizada do mundo e ninguém passa. Tentar cruzar sem ninguém perceber vai te fazer alguém preso ou morto. Porque alguém vai perceber. E sobre a parte de ser um chefe de estado, vale mais falar com a tua chancelaria, mas envolve negociações bem complexas.

Como viajar para a Coreia do Norte

É mais perigoso do que parece

– Que saco.

Pois é. Pega um avião que já vai ser uma história pra contar. Quem tu conhece que voou um Ilyushin Il-62 dos anos 60?

– Ninguém.

Mentira, tu me conhece. Até tá me entrevistando.

– Verdade.

E somos a mesma pessoa, não te esquece.

– Que brisa.

Pois é.

– Ok, perdemos o foco. Quanto custa viajar para a Coreia do Norte?

Numa resposta simples, caro. Meu pacote de cinco dias, num tour privado, foi aproximadamente €2000. Sorte que em 2012 o euro tava bem mais barato.

Isso saindo e voltando de Pequim, com tudo incluso (tirando as gorjetas dos guias, alguma refeição extra ou as cervejas no hotel).

Já a passagem pra Ásia me custou um Opalão 83 meio podre que eu tinha e o resto da viagem eu nunca parei pra fazer as contas porque isso ia me deprimir.

– Como é o esquema?

O meu foi bem patrão. Tinha dois guias e um motorista só pra mim. São dois guias pra um fiscalizar o outro, mas na prática isso não acontece. Pelo menos não na minha frente. A galera costuma ir em pacotes de grupos que são mais baratos. Imaginei ter mais liberdade e na época não pagava aluguel, então pude me dar ao luxo. Hoje iria num grupo, tranquilamente.

– E o hotel?

Eu fiquei baseado no Yanggakdo, que é considerado o melhor hotel do país. É um luxo meio decadente, lembra o Maksoud Plaza em São Paulo. Foi construído nos anos 90, lá por 1995 e tem tudo que um hotel bom tem: restaurantes, academia, lojas, alfaiate, salão de beleza e, mais importante, um bar.

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O puro luxo norte-coreano

Também tinha um cassino (que eu fui) e uma casa de massagens (que eu não fui).

Ao contrário do que até eu mesmo esperava, tinha eletricidade todo o tempo que eu estava lá, assim como água quente. Dizem que a água é bem tensa pra beber e isso me deixou nervoso. Mas ainda não era tempo de crise hídrica em São Paulo, volume morto, essas coisas.

O serviço de quarto eu não testei, mas a comida nos restaurantes era bem decente.

A outra opção pro turista médio é o Koryo, que fica no centro, ao lado da estação de trem. Mas não fui, então não posso falar nada sobre.

O Yanggado fica numa ilha, mas acho que já falei isso em algum post. E no topo dele tem um restaurante giratório.

Pera lá, restaurante giratório?

Sim, restaurante giratório.

Basicamente, é um restaurante panorâmico que fica girando durante a tua refeição pra mostrar a cidade em 360º.

Isso não faz o menor sentido.

Não mesmo, mas é algo que os norte-coreanos acham incrível, o maior luxo possível.

Não dá enjoo?

Não, o restaurante gira bem devagar. Parece até que tá parado.

Que língua eles falam?

Os cidadãos falam coreano.

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Agradeço se alguém traduzir pra mim

Os guias falam inglês, coreano e geralmente outra língua. A senhora Choe também falava espanhol, morou em Cuba e tinha um monte de história pra contar. O Kim também falava português, com um sotaque bem bizarro, mas era fluente. Até porque ainda tava na faculdade e nunca havia conversado com alguém nativo na língua. Foi legal.

Já o motorista só falava coreano, mas ficamos amigos mesmo assim. Grande cara, pena que não lembro o nome dele.

Eu preciso levar dinheiro pra lá?

A Coréia do Norte não é conectada com o sistema bancário internacional. Ou seja, leva TODO o dinheiro que poderia precisar. O único jeito de conseguir mais dinheiro lá dentro é num cassino.

E os deslocamentos?

Eu tinha um carro só pra mim. Um SUV da Toyota, bem confortável. Bizarramente, com um adesivo da ONU na porta. Prefiro não pensar a respeito.

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Carro com o logo da UN

Quando é um tour maior, é ônibus ou van. A van é fabricada na Coréia do Norte. Queria ter andado mas não rolou.

Alguns trechos podem ser feitos de avião ou trem, mas pra mim não houve necessidade. Quem sabe na próxima vez? 🙂

Entendi. Mas qual é a tua real liberdade na Coreia do Norte?

Sinceramente? Pouca. Pelo menos pros padrões viajantes-mochileiros modernos.

O roteiro já sai todo definido na hora da reserva da viagem, mas algumas coisas sempre mudam porque norte-coreanos são imprevisíveis (ainda bem). Os guias vão te acompanhar em todos os passeios e tu não tem nenhuma liberdade pra sair sozinho do hotel (lá dentro tu pode ficar solto numa boa).

Na prática, não acho isso tão ruim. O país não tem nenhuma estrutura pra turismo e quase ninguém lá fala idiomas além do coreano. Sem contar que os guias são muito gente boa, não impedem de conversar com as pessoas na rua e contextualizam o que tu precisar.

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Metrô na Coréia do Norte

Mais fácil pensar que tu será mimado e não vai te preocupar com nenhum perrengue. Eu achei bem legal, mas não aguentaria muito mais tempo.

E até consegui negociar com eles na hora de visitar dois lugares fora do script. Uma estátua e um bar. Pena que o bar tava fechado.

Mas eles não querem que tu veja como é o país de verdade! Ninguém vai te mostrar miséria, fome, caos e sofrimento.

Claro que não. Como brasileiro, tu levaria alguém no Jardim Ângela ou no sertão durante a seca pra ver miséria, fome, caos e sofrimento? Eles são anfitriões, muito bons por sinal, e querem que a experiência do convidado seja a melhor possível. Isso envolve mostrar o melhor do país.

Ok, bom ponto. E o visto, imagino que deve ser bem difícil de tirar. Afinal é um país super fechado, com poucas informações.

Vai nessa.

Mandei 50 euros e uma foto 3×4 por email pra agência de turismo e já tava resolvido. Agora vai tirar visto pros Imperialistas Assassinos (qualquer um deles) pra ver como é complicado.

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O visto pra Coréia do Norte

Dá pra tirar pela embaixada deles em Brasília também. A grande vantagem é que fica no passaporte, não é uma folha separada. Mas dá mais trabalho. Manda o email, os 50 euros e corre pro abraço.

Dá problema pra entrar em outros países depois?

Nos Estados Unidos eu não tentei ainda. Mas dizem que é de boa. Já a Coréia do Sul foi super tranquilo, isso que eu tava com o cu na mão, cheio de pôsteres e materiais comunistas na bagagem (o que é crime lá). Não deu nada.

Mas por que tu foi?

Porque morreu o Kim Jong-il e eu imaginei que o país iria acabar em breve. Sério, foi durante o plantão da morte dele que tomei a decisão.

A vida é curta.

Como vocês sabem, não acabou. Mas não dá pra saber quanto tempo vai durar. Com bastante estudo sobre o assunto, agora deu pra ver que a treta é muito mais complicada. Vai saber no que vai dar.

Por outro lado, é um resquício da guerra fria e um lugar com pouquíssimas informações disponíveis. Me pareceu uma aventura. E foi.

E os dilemas éticos de dar dinheiro pra um regime autoritário que é extremamente cruel com seus cidadãos?

Dilema ético de ir pros Estados Unidos ninguém tem. Dar dinheiro pra um governo que lucra com a guerra, mata inocentes com drones em outros países, trocou cocaína por armas na guerra Irã-Iraque e financiou todas as ditaduras da América Latina tá tudo bem.

Dilema ético de comprar iPhone, que usa mão de obra semiescrava e componentes minerais que geram instabilidade em um monte de país africano ninguém tem.

Me deixa em paz.

Mas eles são comunistas.

Comunistas são legais.

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Comunistas perigosos planejando a destruição do sistema capitalista. Ou jogando boliche

Jura?

Juro.

Todo norte-coreano que interagi me tratou muito bem. Eles são super curiosos com estrangeiros, ainda mais quando descobrem que o homem (ou mulher) branco não é americano. Tinham um relativo conhecimento do Brasil, melhor que o de muito gringo-padrão. Minha guia já tinha visto ESCRAVA ISAURA e meu guia torcia pelo Flamengo.

Já na Coréia do Sul, a galera foi bem escrota comigo. Vai entender.

As coisas pareciam fingidas na Coreia do Norte pro estrangeiro?

Acho isso uma demência extrema. Turistas não são tão importantes assim pra nenhum governo.

É seguro ir pra Coreia do Norte?

Toda vez que me pergunto se algum destino estranho que invento de ir é perigoso, lembro que moro em São Paulo. Mas vamos lá. A taxa de criminalidade lá é baixíssima e os guias sempre vão estar de olho em ti. Então não te preocupa com o crime padrão, como roubo ou assassinato.

Claro que deve existir, mas não é tu que vai ver.

Mas sobre ser preso. Ou guerra.

Bem, tecnicamente o país ainda está em guerra com a Coréia do Sul e a DMZ é a zona mais militarizada do mundo. É um lugar bem assustador, na verdade. Mas pensa no seguinte. Se estourar a guerra, a chance de matarem os turistas é bem baixa e o Brasil tem embaixada lá. Provavelmente só será uma história muito boa pra contar.

Agora me conta o que tu espera fazer para ser preso em outro país.

Sei lá, vai que eu critico o regime ou irrito eles sem saber.

Mais fácil não criticar o regime.

Os caras acreditam, a Ideia Juche e o Kimnismo é quase uma religião pra eles. Deixa eles serem felizes e aproveita o que é quase um museu a céu aberto. Se tu fizer alguma merda, quem se fode são teus guias. E eles são pessoas ótimas. Pensa neles.

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Kim e o motorista, com a senhora Choe apitando o jogo. Grandes seres humanos

Quem é estrangeiro e acaba preso é porque fez oposição direta, interagindo com os locais e geralmente entrando escondido. Isso não me parece ser uma boa ideia de viagem.

Mas eles têm leis bizarras.

É verdade.

Por exemplo, é proibido levar pornografia pro país. Mas eu tinha no notebook (não me olha com essa cara, deixa de ser hipócrita) e ninguém revistou. Por outro lado, lá não tem nenhuma lei sobre maconha. Não é que é legal, eles simplesmente não regulamentaram. Então tá tudo bem.

Mas não vai ser louco de entrar com drogas lá e dizer que a ideia foi minha. Parece que a dica é dar uma garrafa de brandy pro guia, porque eles fumam já que é mais barato que cigarro e é um matinho que dá na beira da estrada.

Sério?

É o que dizem. Mas não vi nada porque só li sobre isso depois de voltar. Vai por tua conta e risco, mas me fala se rolou. Morro de curiosidade.

O que se come na Coreia do Norte?

Estrangeiro come bem. Os locais, nem tanto. Por exemplo, meu guia nunca tinha comido metade das coisas que experimentei. Pra contextualizar, eles também comem contigo e era a primeira vez do Kim. Foi legal, ele ficou bem feliz.

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Comida na Coréia do Norte

Comi de pizza a cachorro, de sobá gelado até um hamburguer medonho no avião. Li muitos relatos falando que a comida lá é horrível, mas acho que meu paladar não é tão refinado.

Cachorro. Eca. Sério?

Sério. É uma delícia, tem gosto de cordeiro.

Aposto como estraguei o cordeiro pra ti agora.

Tecnicamente não, porque o eu-entrevistador é o mesmo eu-entrevistado. E esses eus, no caso, são tu. E tu adorou comer cachorro. Mas vou entrar no teu jogo.

Obrigado.

E a comunicação com o mundo exterior?

Na minha época era bem complicada. As opções eram ligações internacionais e mandar um email, ambas caríssimas e só no hotel. Até porque o celular era confiscado na entrada, no aeroporto.

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Muita conexão e tecnologia

Agora pode entrar com teu celular e comprar um chip com 3G. Vai ter Whatsapp e poder fazer Snapchat da viagem inteira. Só é um jeito burro, porque não vai ter registros duradouros.

Também acho, Snapchat não faz o menor sentido pra isso.

Que bom que concordamos.

Aliás, pra tirar fotos? Tem alguma restrição?

Na teoria, os guias me pediram pra não fotografar ninguém sem autorização da pessoa e nenhum militar. E nada nas estradas.

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Meu guia ficou meio puto com essa foto, mas não deu nada

Na prática, eu fotografei quase tudo que eu queria. Não entendi se era ingenuidade deles ou tavam deixando quieto, mas só uma vez o Kim pediu pra eu pegar leve. E na saída do aeroporto, antes de embarcar, cliquei a sala de embarque. Um milico viu, ficou puto e veio me pedir pra deletar.

Mas ninguém revisou os cartões de memória pra saber se tava dentro do que eles imaginavam.

Que câmera tu levou?

Que pergunta nerd.

Levei uma Olympus E-P3, com uma lente 12mm 2.0, uma 20mm 1.7 e uma 50mm 1.8. Também muitos cartões de memória e baterias, com medo da luz elétrica ser meio tensa.

Aliás, tinha luz elétrica em todos os lugares. Mas usei mais de uma bateria por dia.

A galera é noiada com os Kims?

Eles respeitam. Mas deu pra ver que os mais velhos são um pouco mais desencanados. Jovens são deslumbrados em qualquer lugar do mundo. Não vou entrar em detalhes porque não quero prejudicar ninguém, mas era isso.

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Louvando Nosso Senhor Kim Il-Sung

O que eles sabem do mundo exterior?

Mais do que eu imaginava.

Eles têm um bom conhecimento de música pop dos anos 80, são fãs da Madonna e Michael Jackson. Por outro lado, achavam que o Michael Jackson tinha mudado de cores SEIS VEZES e ainda tava vivo.

Talvez tenha sido que eu contei sobre a morte dele pela primeira vez.

Também conhecem um pouco sobre futebol, sabiam quem era o ADRIANO IMPERADOR. Mas não faziam ideia da ligação dele com tráfico de drogas. Também tive que explicar pro Kim o que era tráfico de drogas e Vila Kennedy (prefiro acreditar que ele sabia o que era uma puta).

O Kim também gostava de carros, conhecia Ferrari e Porsche, por exemplo. Um pós-adolescente normal.

Encontrou outros turistas lá?

Sim, bastante. Até porque eu estava um hotel.

Tinham muitos chineses que iam pela jogatina. E um grupo de ingleses que foi jogar golfe.

Mas os que fiquei mais próximo foi uma família canadense, um casal de belgas e um holandês com o itinerário bem parecido com o meu. Pessoas legais. Também conheci um casal de americanos que já havia visitado mais de 100 países.

Pera lá. Americanos na Coréia do Norte?

Sim, eles podem entrar lá como qualquer outra pessoa. E me falaram que estavam sendo super bem tratados.

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Imperialistas americanos hostilizados pela população em Pyongyang

Que louco.

Que nada, os norte-coreanos sabem separar o povo do governo e exército.

Uma lição de vida.

Também achei bonito.

Tem alguma coisa pra comprar lá?

Tem um monte de coisa pra comprar lá.

Do que lembro de cabeça: cervejas (que são ótimas), pôsteres pintados a mão, selos, cartões postais, diversos tipos de arte e artesanatos, cigarros, bebidas destiladas, ternos e cortes de cabelo e massagens.

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Eu queria ter comprado o último lançamento da Pyeonghwa Motors, mas não cabia na mala

Agora, se tu for um déspota, dá pra encomendar uma estátua megalomaníaca personalizada. Mas não me falaram muito sobre valores. Imagino que não deve ser barato.

O que tu mais gostou lá?

Da diferença cultural, como pude explicar em todos outros posts. Vai ler porque tenho preguiça de contar de novo.

E o que menos gostou?

Que são pessoas incríveis mas, no fundo, são uns fudidos. O país é extremamente pobre, os Kims são uns dementes e no caso de uma guerra todo mundo vai ficar mal.

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Comunistas perigosos

No final de contas, recomenda a viagem?

Super. Mas só pra quem tiver o coração aberto a uma nova cultura e não for ficar doutrinando a galera.

Obrigado por ter respondido.

Obrigado por ter perguntado.

Sobre o Autor
Como viajar para a Coreia do Norte

Marcelo Druck é publicitário profissional e mecânico amador.

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