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Sentado na cidade de Aswan, em frente ao hotel, somente esperando o trem passar, pude perceber um monte de diferença entre o povo daqui.

Não sei se não tive tempo o suficiente para reparar direito no que acontece em outros lugares, mas aqui, em menos de cinco minutos, vi: meninas sem a burca, calças tipo leopardo (jaguatirica!) e óculos caminheiro na cara; Um grupo de moleques de aproximadamente doze anos fumando; Um outro de mesma faixa etária dirigindo um carro; Uma moto carregando uma privada; Um táxi com um adesivo “welcom to ca r” (que provavelmente tinha como original “welcome to cairo”, mas a falta de letras caiu muito bem para um táxi); Uma moto com cinco pessoas. Não é mentira. O pai e a mulher com a filhinha no meio, um garoto em cima do tanque e uma menininha atrás da mãe. E tinha um baú! Chamaria esse lugar de “A Terra do Nunca”, mas infelizmente isso não é conto de fadas.

Nota-se muito as pessoas vestidas com marcas famosas como Adidas, ou com camisas de futebol. Agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, um menininho veio me pedir dinheiro.

Uma coisa muito irritante são as moscas. Tome banho ou não, elas vão estar aí te rodeando e pousando no seu braço, nariz, testa… Um inferno!

Eu tentei me camuflar entre eles com a barba crescida, mas a roupa me entrega. As vezes funcionou com a Fernanda cobrindo o cabelo. Mas eles começam a falar árabe com a gente e tudo vai por água abaixo.

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Gostaria de relatar esse momento por filme ou fotografia. Mas tudo é tão rápido e inesperado que se eu filmasse, ficaria chato e monótono, e se eu fotografasse talvez a mensagem não teria tanto impacto, pois ou escrevo ou tiro foto.

Gostaria também de continuar escrevendo, mas as moscas não deixam. Vou deixar a imaginação de vocês te levar a este momento enquanto fujo dessas moscas malditas…