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1- O pai iraniano que chorou quando fomos embora de sua casa. Tínhamos passado menos de 24h com a família e já éramos tratados como filhos/irmãos

2- A hospitalidade iraniana e os amigos-irmãos Haleh, Ahad, Arash, Mosi, Kevin, que ficaram para trás (Read more here)

3- Os brindes georgianos, que nos permitiram ter as mais profundas conversas ao redor de uma mesa de jantar, mesmo sem falarmos a mesma língua dos nossos anfitriões (Read more here)

4- Casar pela segunda vez, no orfanato de Tala, no Quênia, cidade em que vivemos e voluntariamos por 5 meses

casando pela segunda vez

5- Ao conhecer brasileiros (Andrea, Diego, Luiza e Gisele) vivendo na Geórgia, se orgulhar ainda mais por constatar que temos uma das culturas mais acolhedoras do mundo

6- As crianças do colégio Saint Francis, no Quênia, maiores exemplos de superação que já vimos. 20 crianças, todas com algum tipo de deficiência e que eram encarregadas de todo o trabalho da casa em que viviam. Os menos debilitados ajudavam os que possuíam problemas mais sérios (Read more here)

7- As crianças, trabalhadores e voluntários de Tala que nos ensinaram mais em 5 meses de convivência do que uma vida inteira (Read more here)

orfanato na África

8- Descobrir a existência de um “país” que nunca tínhamos ouvido falar: Karabakh. E aprender que há ainda outras tantas histórias como essa (Read more here)

9- Superar o medo e pular do maior bungee jumping de ponte do mundo (216 metros!) na África do Sul – e adorar!

10- Conhecer uma equipe de atores armênios vestidos de índios, numa floresta ao norte do país, gravando um filme – e se encantar com a hospitalidade armênia

11- O caminhoneiro armênio que nos deu uma carona e, quando caímos no sono, foi comprar kebab e coca-cola para almoçarmos quando acordássemos

12- A carona que pegamos com Siam, um caminhoneiro turco no Mar Negro. Homem extremamente gentil. Mais uma vez, não falávamos a mesma língua, mas nos divertimos filosofando sobre a vida e fumando juntos o charuto que ele nos ofereceu

pedindo carona

13- A noite mais maluca de todas, no aniversário do Tiago, na Cidade do Cabo, vendo o sol nascer no topo da Table Mountain, na companhia de: Tulim (irmão do Ti), um senhor com olho de vidro que já ficou preso no Brasil por mais de 10 anos, um cara idêntico ao Du Moscovis (mas que lembrava muito o Salsicha do Scooby Doo), um amigo sul-africano recém conhecido em Moçambique, um português com alguns parafusos a menos e outros três locais completamente loucos

14- A imensidão, beleza e tranquilidade do lago Malawi – e toda a vida que ele é capaz de gerar e manter (Read more here)

15- Viajar mais de 500km de bicicleta no Quênia. De Tala, cidade que vivíamos, até a costa, em Mombasa, com o amigo Javi (somente o Ti, a Fê foi de ônibus. rs)

de bicicleta no quênia

16- A renovação do visto do Malawi da Fê e a gentileza dos oficiais malawianos. Estávamos com medo de pagar multa já que o visto já tinha vencido, mas com um grande sorriso no rosto, o oficial de imigração falou: “então você gosta do Malawi? Aqui mais um mês de visto pra você!”

17- Atravessar o maior país no mundo, a Rússia, na maior linha ferroviária da Terra, a Trans-Siberian

18- O pôr-do-sol do Rio Nilo

19- A beleza da região de Svaneti, na Geórgia, e poder descer todas as montanhas na caçamba de uma camionete que tinha nos dado carona, por mais de 5 horas. No caminho ainda paramos para fazer um pic nic e comer a carne de veado que um deles tinha acabado de caçar (Read more here)

Svaneti, Georgia

20- Aprender a apreciar o frio depois de passar uma semana em uma floresta gelada na Rússia, perto da fronteira com a Finlândia, com nossos queridos amigos Kostya, Sergey, Nadejda e Vera (Read more here)

21- Descobrir que a vida é muito mais gostosa quando nos desprendemos das amarras e preconceitos da sociedade

22- A viagem na caçamba de um caminhão superlotado na África e todas as aventuras que passamos junto dos outros passageiros. O senso de comunidade e cuidado que aquelas pessoas tinham entre elas nos ensinou muito

23- Provar espetinho de escorpião em Bangkok – e ver que não é ruim

24- Perceber que o melhor da viagem ainda são as pessoas que cruzam nosso caminho

hospitalidade iraniana

25- Um ucraniano quase engasgando de tanto rir ao nos ouvir apresentar Raul Seixas como rock brasileiro: “se isso for rock eu sou o Papa”. E olha que não falávamos a mesma língua e conseguimos entender essa parte muito bem!

26- O motorista de ônibus sem um braço, na Indonésia, que fumava, dirigia, trocava a marcha e buzinava chamando passageiros ao mesmo tempo

27- Os homens do vilarejo perto do orfanato, no Quênia, cansados de esperar pela boa vontade do governo, levantando um poste de eletricidade por conta própria. Todos que passavam por ali paravam e ajudavam na árdua tarefa. Após uma hora, aos gritos de “Harambee!”, a missão estava cumprida! (Read more here)

harambee

28- Viver sem eletricidade por 5 meses no Quênia e perceber que ela não faz tanta falta

29- O quanto o mundo é pequeno e ao mesmo tempo o quão grande ele é:

– As coincidências que o tornam minúsculo; encontrar um casal de ucraniano e francesa que conhecemos em Tbilisi, capital da Geórgia (o país, minha gente!) na ilha de Ko Pha Ngan, Tailândia, quase 6 meses depois, num mercado de rua

– O número de pessoas que você encontra; a quantidade de lugares desconhecidos e pouco viajados que aguçam a sua curiosidade ao máximo. Só de ouvir falar em um país que você não conhece – e perceber que há muitos – mostra que uma vida não será suficiente para viver tudo, e que esse mundão é enorme e somos insignificantes

30- Descobrir uma cidade brasileira no Irã. Abadan Bresileteh!

31- O passeio de barco em Cape Maclear, no Malawi (o que acontece em Cape Maclear, fica em Cape Maclear)

32-Perceber que a natureza é muito mais bonita que qualquer monumento

cachoeiras em bali

33- Constatar que a essência das pessoas é boa. E que todos nós queremos a mesma coisa, mesmo que de maneiras diferentes

34- Entender que generalizações geram preconceito (Read more here)

35- Ver que o mundo é muito melhor do que aquele que nos é apresentado na mídia

36- Confiar mais nos outros faz bem, por mais que uma ou outra vez a gente quebre a cara, ainda vale a pena

37- Nadar com um tubarão baleia de 7 metros, em Moçambique, por meia hora, a menos de um metro de distância, completamente livres

tubarão baleia em moçambique

38- Um russo na Geórgia, adepto da religião indiana Sikh, que prometeu nunca esquecer que no Brasil nós brindamos olhando uns nos olhos dos outros

39- “Lai loud” (uma senhora sul coreana explicando onde ficava a “rail road” – linha de trem)

40- Bali, dirigindo nossa motoca, surfando, desvendando cachoeiras, aproveitando Bali

41- No Irã, a família que nos deu um prato de melancia no parque, o padeiro que não nos deixou pagar pelo pão, a mulher que pagou nosso táxi, o passageiro que não nos permitiu pagar pela nossa passagem de ônibus. “Bem vindos ao Irã!”, todos disseram (Read more here)

42- Perceber que temos passado tanto tempo juntos que hoje em dia é difícil ficar longe um do outro

templo zoroastra

43- E como esquecer das pessoas que cruzaram nosso caminho nesse ano: todas as crianças, voluntários e trabalhadores do Quênia; toda a família Más por Ellos e Lisha Mtoto; Sila e família; Toto, David e Mama; Mum e as crianças do Saint Francis; Otieno; Peter Salewa; David e Emily; Catherine, Garry, seus filhos; Sara; Phill; Craig e Jimmy; Jannes; Nuno; Haleh e família, Ahad, Mahdi, Mosi, Sara, Ahmad, Parbaa, Mehdi e filha, Afshin e família, Arash, família e amigos, Kevin e amigos; Janna e equipe Aramma; Ilkin e família; Saim; Luiza e Gi; Diego e Andrea; Magda; Beso; Max; Vera, Kostya, Nadejda, Sergey; Tash, Jason e família; Ed; Leo e Gracia; Hanif e família; Sonia; Sérgio e Rayssa; Bárbara; Pedro; Giordano, Juan, Keira, Joaquin, Liam, KK, Kesh, Nikita e tantos, tantos outros. A nossa maior gratidão por terem nos ajudado, ensinado e marcado nossa vida.